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Milhares de pessoas encheram durante quatro dias uma Feira Apícola de sucesso.

El Decano.es

Milhares de pessoas (cerca de 30.000 segundo os organizadores, ainda que seja uma estimativa não comprovada, já que não há medição oficial) participaram ao longo do passado fim-de-semana na Feira Apícola de Castilha-La Mancha, que celebrou em Pastrana a sua vigésima nona edição. O gerente da Feira, José Luis Herguedas, realizou um balanço muito satisfatório da exposição. “Foi bastante mais positiva do que inicialmente esperávamos, cumpriu-se todas as expectativas a nível de assistência”, assinalou Herguedas, no encerramento da tenda na Plaza de la Hora, após quatro dias de celebração.
“A opinião geral dos expositores é que as vendas melhoraram em relação ao ano passado, apesar da crise. Felizmente, o sector apícola está a enfrentar bastante bem e o público consumidor dos nossos produtos, possivelmente devido à bondade dos mesmos, continua a consumi-los”, acrescentou.
O bom tempo que acompanhou esta edição foi o melhor aliado para que Pastrana tenha tido um numeroso afluxo de pessoas durante este dias, numa edição que de novo contou não só com a presença dos profissionais do sector, para quem a Feira Apícola é o grande encontro do ano em Espanha, mas com o público em geral que aproveita esta celebração para adquirir todo o tipo de produtos. O Sábado foi de novo a jornada com maior nível de visitantes, tanto profissionais como não profissionais.
Herguedas mostrou-se convencido da “bonança” que atravessa o sector, onde o mel não é unicamente um produto mas uma parte de outros produtos, como por exemplo, todo o tipo de cremes, sabonetes, batons, etc, o que segundo a sua opinião se traduz em “um aumento das possibilidades de vendas”. Ao longo destes dias de feira realizam-se todo o tipo de negócio, desde a venda de cremes ou amendoins com mel, até à maquinaria valorizada em milhões de euros: “aqui podem mover-se quantias arrepiantes do que é o sector apícola, mas insisto, aqui realizam-se as maiores transacções económicas porque aqui juntamo-nos todos”, dizia o gerente.
Herguedas efectuou especial referência à presença neste encontro de expositores de diferentes países do mundo, entre eles a Finlândia, e é como conhecedor deste tipo de eventos que tem muito claro que “uma empresa não vem a esta feira de tão longe se não for para ganhar dinheiro ou fazer negócio”.
Também referiu a participação da Alemanha, país que neste momento controla o mercado do mel a nível mundial.
Quanto a nível das apresentações, para o gerente foram altas, tendo conseguido também um elevado número de visitantes, algo que atribuiu tanto aos temas tratados, de grande actualidade, como ao interesse crescente do sector em conhecer “mais e mais”. Foi um êxito tremendo” assegurou Herguedas, que agradeceu aos especialistas que nelas participaram a sua disponibilidade.
Destacou, também, a decisão adoptada pelo Corpo Científico Universitário do Sector Apícola, reunidos nestes dias em Pastrana, ao concordar que seja Guadalajara a cidade a acolher dentro de dois anos o II Congresso Nacional Apícola. “A feira reúne os requisitos e fins para os quais foi criada, o de atender aos três subsectores dentro do sector apícola: produção, indústria e comércio”reforçou também Herguedas, para quem o essencial neste tipo de eventos é que os produtos que se trazem se vendam, “e quando mais se vende, melhor”acrescenta.
Mas, como todas as acções tem feitos positivos e algo a reprovar, e neste sentido, Herguedas referiu-se às limitações orçamentais com as quais teve que trabalhar, e que de alguma maneira “nos impediu de atender determinados assuntos com desejaríamos. Mas, no geral, creio que “tudo correu bem, não temos que rectificar mas sim melhorar, e é nisso que vamos continuar a trabalhar”.
É precisamente aprofundar e melhorar nas novas tecnologias em benefício dos expositores, o objectivo no qual trabalha já o gerente sem ainda estar concluída a feira, convencido de que este campo é fundamental para o desenvolvimento de um sector que também entrou na geração da Internet e do computador de maneira importante.
Por outro lado, o administrador regional de Pastrana, Juan Pablo Sánchez, realizou um balanço
muito lisonjeiro da Feira, que foi “um verdadeiro sucesso quanto à participação a nível das apresentações, e sobretudo na afluência de visitantes e vendas, que é o fundamental”. Para Sánchez-Seco, a troca de localização do evento há já uns anos foi um grande passo, dando a esta feira “uma dualidade magnifica e integrou-a no povo, e nisso ganhou muito e não merece a pena realizar nenhuma mudança”.

Enfrentando o 30º aniversário em 2011, o administrador regional crê que a linha em que se tem vindo a trabalhar é a acertada ainda que se mostre aberto a toda a mudança que suponha uma melhoria. Para o regedor de Pastrana, a colaboração das instituições é e foi fundamental na manutenção desta feira.
Por outro lado, o director geral da Junta de Produção Agropecuária, que visitou a Feira no sábado para dar uma conferência sobre os Programas Apícolas, disse que a Feira de Pastrana é “um dos três símbolos do sector na região”, junto com a Denominação de Origem do Mel de Alcarria, e o Centro Apícola de Marchamalo.


Prémios da Feira Apícola de Pastrana

Concurso de pratos e licores elaborados com mel
• Primeiro prémio de menus salgados: Pilar Gómez Mingo pelo prato “Garoupa com molho de endro, mel e nata”
• Primeiro prémio de Doçaria: Montse Herrero García-Conde por “Sacos com Frutos Secos”
• Primeiro prémio de Licores: para Alberto Cuesta Gómez por “Licor Doce de Bolota”
O jurado destacou a grande participação neste certame

Concurso de degustação de mel
• Categoria de Não Profissionais: Vencedor, Alberto Sáez Hernández
• Categoria Profissionais: Vencedor, Mariano Monge Villalvilla

XX Concurso de Ideias, Projectos e Protótipos
• Primeiro prémio: Apilift, de Apícola Junedenca SL
• Segundo Prémio: O Caminho da Abelha, apresentado por Apitecnic Consultadoria Apícola

II Concurso de Melhor Stand da Feira, por votação popular
• Melhor stand profissional: “A Cidade do Mel”
• Melhor stand institucional: Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural da JCCM



O director geral da Produção Agropecuária debulha as principais linhas de ajuda ao sector apícola durante Feira de Pastrana
La cerca
JCCM

No decurso da jornada, o director geral de Produção Agropecuária, Francisco Martínez Arroyo, destacou o compromisso que o Governo Regional tem com os apicultores castelhanos-manchegos, incorporados num pacote de medidas de ajudas exclusivas deste sector.

O director geral de Produção Agropecuária, José Luis Martínez Arroyo, analisou a situação actual pela qual atravessa o sector apícola de Castilha-La Mancha, apresentando as principais linhas de apoio que o Governo regional pôs em marcha nos últimos tempos.
Medidas como as ajudas para favorecer a manutenção da actividade, para a melhoria das condições de produção e comercialização do mel, as agro-ambientais e os seguros para danos de seca e incêndios, foram separadas pelo director geral, assinalando que “todas elas nos estão a permitir favorecer uma actividade de especial relevância para a província de Guadalajara”.
Para o director geral, a apicultura é um sector muito especial dado que nele, os criadores costumam ser os produtores, elaboradores e em muitos casos os próprios comercializadores. Além disso, destacou “a importância das abelhas na manutenção da biodiversidade e na produtividade de muitos dos nossos cultivos”, devendo fazer-se portanto um esforço por preservar a sua sobrevivência.
Neste sentido, reforçou as actuações em matéria de sanidade das abelhas do mel, que está a levar a cabo a Conselharia da Agricultura e Desenvolvimento Rural, em colaboração com os Ministério do Meio Ambiente, Meio Rural e Marítimo, “ as quais passam inexoravelmente por controlar o síndrome de despovoamento das colmeias, como principal problema sanitário que têm neste momento”.
Castilha-La Mancha conta com cerca de 170.000 colmeias e mais de 1.600 explorações, que produzem 2.300 toneladas de mel e 120 de cera, repartidas por toda a Comunidade Autónoma, com especial relevância em Guadalajara e Cuenca. A comercialização de mel desenvolve-se principalmente através da venda directa a consumidores e indústrias.
Martínez Arroyo felicitou os organizadores da que classificou como “a feira referente do panorama apícola nacional, graças ao esforço que, tanto os produtores, como os administradores, vêm a realizar nos últimos anos, além disso de ser uma fabulosa vitrina para vender a imagem de um produto tão saboroso como é o mel”.


Cada Inverno desaparece 30% das abelhas “sem motivo aparente”
Abc.es

Este é o resultado do Projecto sobre Sanidade Apícola em Espanha posto em marcha pela Conselharia de Agricultura e Desenvolvimento Rural e da Junta de Castilha-La Mancha que foi apresentado na XXIX Feira Apícola de Pastrana (Guadalajara).
Higes, em declarações à EFE, explicou que, devido ao “síndrome de despovoamento das colmeias” que se produziu nos últimos anos e que determinou em muitas zonas a perda de cerca de 20 a 40% do censo apícola, a Junta pôs em marcha este projecto com o objectivo de determinar as causas deste desaparecimento.
Deste modo, o projecto, primeiro estudo de prevalência real de patogénicos realizado até esta data em Espanha neste campo, determinou que a principal causa patogénica do desaparecimento das abelhas se deve à existência da parasita “Nosema Ceranae”, um agente etiológico culpado das alterações que levam ao desaparecimento das abelhas europeias durante o Outono e o Inverno.
A “Nosema Ceranae” é um patogénico que encerra o ciclo endógeno em menos de três dias e que infecta um grande número de células, inclusive as regenerativas, o que produz uma grande mortalidade nas abelhas, sobretudo nas estações frias.
Por isso, perante tão elevada taxa de desaparecimento, os apicultores optam por repovoar as suas colmeias através da compra ou da importação de novas abelhas, o que faz com que o censo de colmeias se mantenha estável.
Além deste agente, as abelhas terão que enfrentar outros problemas, como Varrocidas (Clorfenvinfos, Fluvalinato e Cumafos) e agro-pesticidas, que são também culpados da sua extinção.
Não obstante, segundo Higes, não existe um sistema fiável que determine as causas da extinção, porque não existem dados reais de quantas abelhas morrem anualmente.
De facto, para determinar com maior fidelidade este fenómeno, a Junta pôs em marcha o Projecto Vigilância Epidemiológica, que conseguiu realizar um mapa das patologias mais comuns em Espanha a partir de amostras que enviam os próprios apicultores de forma completamente voluntária.
Nesse sentido, a doutora em Veterinária do Centro Agrário de Marchamalo, Raquel Martín, explicou à EFE que graças às amostras voluntárias enviadas pelos apicultores espanhóis é possível controlar que as prevalências que existem em Espanha se mantenham no seu nível e, também, se é possível que existam outros agentes exóticos que não se tenham detectado na actualidade.
Trata-se de um sistema de vigilância activa, baseado em solicitar amostras por toda a área nacional, e outro de carácter passivo em que são os próprios apicultores que enviam extractos para ver o que têm.
Uma iniciativa que, segundo Martín, foi “muito bem acolhida”na Feira Apícola.

 

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